Muitos ativistas dos direitos dos animais afirmam que o uso do couro contribui para a morte dos animais. Também se alega que existem explorações dedicadas exclusivamente à produção de couro – pode ser verdade?
A resposta curta é: “Não. Absolutamente não.”
Ninguém cria vacas para obter couro. Nos EUA, 10 a 20% dos couros são depositados em aterros sanitários. Em todo o mundo, estima-se que esta percentagem ultrapasse os 40%, ou seja, os 120 milhões de couros.
Nos EUA, onde é vendido o couro, é avaliado em menos de 2% do valor de uma vaca. Em países como o Brasil, o valor é ainda mais baixo. Os agricultores criam gado para produzir carne e leite. Se as vacas fossem criadas exclusivamente para a produção de couro, o preço do couro não cobriria os custos de alimentação e de mão-de-obra envolvidos na criação e no desenvolvimento dos animais até à maturidade.
Embora o gado criado em sistemas de agricultura regenerativa contribua para o sequestro de carbono no solo, e a utilização de couro previna as emissões de carbono resultantes da deposição em aterro ou da incineração, o couro em si não sequestra carbono. O couro, no entanto, retém o carbono proveniente do couro em bruto original.
Quem conhece couro, sabe que a deposição inadequada de couro é um desperdício terrível e resulta frequentemente no envio de peles para aterros sanitários ou na incineração – sendo ambos os métodos prejudiciais para o ambiente. As peles são um subproduto das indústrias pecuária e de lacticínios. Utilizar peles para produzir couro permite criar um material bonito, durável e sustentável, reutilizando um subproduto que, de outra forma, poderia acabar em aterros.
Tradução livre de Real Leather Stays Different
24 de abril de 2026
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